Mitos e Verdades sobre o AVC (Derrame)

Reconhecer e tratar o AVC (Derrame) são grandes desafios atuais no mundo. O problema ocorre quando uma artéria é tapada ou obstruída ou quando se rompe um vaso sanguíneo. Diante do quadro, a parte do cérebro afetada não recebe o oxigênio necessário e neurônios começam a morrer. Perceber que o derrame está acontecendo é fundamental porque cada minuto sem tratamento significa a morte de muitos neurônios e das conexões entre eles, o que origina sequelas. Geralmente O AVC é fruto de disfunções anteriores que levam ao aumento no risco de oclusão de um vaso ou seu rompimento.

Os sintomas do AVC surgem repentinamente e, uma vez sabendo quais são, dá para identificar o perigo iminente. Os principais sinais são: enfraquecimento, adormecimento ou paralisação de braço ou perna de um lado do corpo; perda de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado (ela fica torta); alteração da visão, com turvação ou perda especialmente de um olho, episódio de visão dupla ou sensação de “sombra” sobre a linha do que se enxerga; dificuldade de falar ou entender o que os outros estão dizendo; dor de cabeça súbita, forte e persistente; perda da capacidade de engolir; e tontura, desequilíbrio, falta de coordenação ao andar ou mesmo queda.

 

 

Mitos e Verdades
Verdade:
O problema acomete mais as pessoas idosas.
O AVC é mais comum na população acima dos 65 anos. Mas não exclusivamente: cerca de 10% dos casos incluem indivíduos abaixo dos 55 anos, e 4%, abaixo dos 45 anos.

 

Verdade:
A predisposição genética é um indício de ocorrência do AVC.
A história familiar de derrame aumenta o perigo de um parente próximo apresentar um evento. Por isso, é fundamental que quem teve pessoas próximas vitimadas comecem desde cedo a controlar a alimentação, praticar atividade física, realizar check up periódico e monitorar doenças clínicas, sendo acompanhado preventivamente com mais cuidado.

 

Verdade:
Estresse e esforço físico extremo podem provocar a disfunção.
Alguns estudos apontaram que pessoas estressadas apresentam maior risco de AVC em comparação às que não se encontram nesta condição. “Isso, no entanto, somente acontece em casos bem específicos. Exemplo: o estresse crônico elevaria o cortisol no sangue, agravaria hipertensão e diabetes e complicaria o controle do colesterol. A atividade física extenuante, por sua vez, levaria a arritmias em pacientes predispostos, fazendo subir a pressão, que facilita o AVC hemorrágico, e provocando a ruptura de aneurismas em quem tem malformações nas artérias”.

 

Verdade:
Comer frutas e verduras todos os dias reduz o perigo da doença.
A alimentação saudável, por reduzir os níveis de colesterol e melhorar a pressão arterial, minimiza a ocorrência de distúrbios vasculares e AVC. A Associação Americana do Coração recomenda a ingestão de cinco porções de frutas e verduras por dia para beneficiar a saúde dos vasos, com redução de perigo de infarto e derrame. Estes itens são ricos em vitaminas, pobres em gordura saturada e fontes de fibras. É fundamental que entrem na dieta no lugar de alimentos mais calóricos e que trazem gordura ou açúcares refinados, como doces, bolos e biscoitos recheados.

 

Mito:
Não há como prevenir o derrame cerebral.
Vários fatores são um gatilho para o problema. Então, cuidar da saúde é determinante para afastar o risco. Controlar hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e doenças do coração, por exemplo, é meio caminho andado nesse sentido. Vale, ainda, fazer atividade física regular, evitando o sedentarismo, não fumar e não beber exageradamente.

 

Verdade:
Quem tem doença crônica, como hipertensão e diabetes, é mais propensos.
Tais enfermidades estão associadas à aterosclerose, doença crônica dos vasos que leva ao acúmulo de placas na parede interna, podendo obstruir a passagem do sangue. A hipertensão mal controlada também fragiliza os vasos cerebrais e predispõe ao rompimento do mesmo, levando ao AVC hemorrágico. Tanto a hipertensão quanto o diabetes devem ser muito bem controlados, assim como o colesterol alto, a obesidade, o sedentarismo, a má alimentação e as doenças cardíacas.

 

Verdade:
Praticar exercícios físicos e manter o peso em dia são atitudes que nos protegem das doenças do coração. atividade física regular, associada ao hábito de não fumar e a uma dieta inteligente, é capaz de reduzir pela metade o risco de derrame cerebral. Práticas regulares, principalmente aeróbicas, são ótimas para a saúde como um todo, reduzindo a ansiedade, melhorando o sono e protegendo contra diabetes, hipertensão e distúrbios do colesterol. A obesidade também é um fator de perigo vascular, principalmente o acúmulo de gordura intra-abdominal (obesidade visceral).

 

Parcialmente verdade:
O AVC deixa sequelas.
Nem todos os AVCs provocam isso, devemos considerar como sequela qualquer deficit neurológico que se mantém por um período superior a seis meses. O derrame leva a uma lesão no cérebro, sendo que a sequela dependerá diretamente do local em que o distúrbio ocorreu.

 

Verdade:
Estar atento aos sinais ajuda a minimizar o quadro.
A percepção precoce dos sintomas e a tomada rápida de conduta levam a um prognóstico melhor. “A condução do paciente a um hospital de grande porte facilita o manejo e favorece a tentativa de desobstrução da artéria antes de a lesão se tornar irreversível. Quando uma área do cérebro fica privada de sangue (como no AVC isquêmico), ela para de funcionar mas demora um certo tempo para que os neurônios morram. A ação sem demora propicia um ambiente favorável para o retorno do fluxo de sangue e pode salvar uma região ainda viável. No caso do isquêmico, a ligeireza previne a lesão permanente da área cerebral afetada e diminui as chances de sequelas e morte; no hemorrágico, igualmente afasta a ameaça de lesões permanentes e diminui a mortalidade e a ocorrência de novas hemorragias.

Author Info

Dr. Antonio Carlos da Silva

Especialista em Geriatria, titulado como Especialista em Geriatria pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e AMB (Associação Médica Brasileira) em 2010 e Especialista em Clínica Médica pela AMB em 2007. Palestrante em Eventos e Palestras da Área Médica e docente do curso de Medicina na UNINGA - Faculdade Inga, no período de janeiro de 2012 até os dias atuais.

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